9.4.13

Rock n Roll na Pompéia! PARTY 2


Devido ao grande sucesso Caio Durazzo volta ao bairro onde o rock brasilis nasceu!

0$ (ZERO CONTO) pra entrar. É BOTECO. É ROCK.



Dia 13 de abril, sábado. 17 horas - 22h.



Rua Cayowaá, 1301, Pompéia

www.caiodurazzo.com


7.3.13

Cuspe.

 (dedicado ao fim do mundo)

É sutil!, é ser pista e te enganar...

- dizer que agreguei
que o resto apaguei -

é ser molde e me agradar.


Que tem que ter nexo: "deixa eu falar"...

- então finjo escutar e te ler e
tu crê quando atuo querer -


mas nada de sexo: "não pode tocar".



(pomba, olho seco, culto, formiga, sesc, pretenders, banho, óculos, helicóptero, carneiro, eletrônico - desculpa, mas posso falar? -  vizinha, costela, natasha, pompéia, durazzo, mímica, silence, escada, banheiro, bolhas, teclado, senha, ata, kaiser, água, gaveta, calcinha, estrela, trident, posto, táxi, caderno, rezillos, êxtase, cigarro, unha, pêlo, pantufa, sabão...

26.2.13

Sentada no balcão do bar.



(possibilidade 1)

(foto linn jardim)


- Sozinha?

(senta ao lado e pede uma Brahma e dois copos)

- Aham.
- Opa! Como cê chama?
- Helena.
- Helena? Nome forte, einh?

  (A) Helena de Tróia.
  (B) Tenho uma tia-avó chamada Helena.
  (C) Nossa, minha mãe também chama Helena. Maria Helena.

- É...
- E o que cê faz?
- Estudo biologia.

  (A) Sou astronauta.
  (B) Sou advogada.
  (C) Sou espiã russa.

- Ah!, eu trampo com meu pai.
- Sei...
- Prazer, Maurício Jr.

  (A) Gustavo Jr.
  (B) Renato Jr.
  (C) Júnior.

- Prazer.
- Gostei do bar. Vim pois uma amiga da facu tá fazendo festa de despedida, vai morar fora.
- A mina da facu que tu não comeu quando estudava ADM numa Uni qualquer?

  (A) A Rafa do Mackenzie vai pra Austrália?
  (B) A Pri da Anhembi vai pro Canadá?
  (C) A Rô da FAAP vai pra Espanha?

- Gata, entendi nada. Mas e você?
- Eu o quê?
- Vem sempre aqui?
- Aham.

  (A) Eu não tô aqui.
  (B) Onde é que tô?
  (C) Não costumo sair, não curto beber.

- Cê parece brava.
- Eu sei.
- Tem quantos anos?
- Tenho 29.

  (A) Tâmo em que ano mesmo?
  (B) 31.
  (C) 27.

- Nossa, nem parece...
- Pois é.
- ...
- Bom, licença.

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(possibilidade 2)

(foto w.u)


- Sozinha?

(senta ao lado e pede uma cerva trincando e dois copos)

- Aham.
- Então, como cê chama?
- Mariana.

  (A) Helena, nome de personalidade forte, né?
  (B) Helena, em homenagem a minha madrinha.
  (C) Helena, que nem da novela.

- E o que cê faz?
- Trampo numa loja de roupa.

  (A) Estudo.
  (B) Bebo e estudo.
  (C) Só bebo.

- Legal, einh?
- Muito.
- Eu sou o Luciano Filho.

  (A) Marcelo Filho.
  (B) Eduardo Filho.
  (C) Ricardinho.

- Prazer.
- E cê vem sempre aqui?
- Não, primeira vez.

  (A) Bastante.
  (B) Toda semana.
  (C) Aham, sempre.

- Cê parece que tá brava.
- Desculpa.
- Claro, desculpada. Qual sua idade?
- Não fala alto, mas tenho só 17.

  (A) 29 anos.
  (B) Quase 30.
  (C) Completo 3 décadas logo mais.

- Seu segredo não sai dessa boca.
- Valeu.
- ...
- Vou ao banheiro, volto logo mais.

 _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_ _-_

(possibilidade 3)

(foto linn jardim)


- Olá. Posso sentar?

(olha pra banqueta, olha nos meus olhos)

- Claro.
- Valeu... Prazer, Lucas.

  (A) Pedro.
  (B) João.
  (C) Mateus.

- Prazer, Helena.
- Bebe algo?
- Sim, mas...
- Por favor, marca aqui um Red pra mim e pra ela...

(barman)
- Um Campari com duas pedras de gelo e uma rodela de laranja, né?

- É, valeu (nome do barman).
- Te vi quando cheguei. Pensei que você trampava aqui.
- Muitos pensam. Mas não. Nem gosto de vir aqui. Mas venho.
- Vem com frequência pelo visto.
- Sim.
- E pra quê?
- Gosto de todos que trabalham aqui. Chego a sentir saudades deles...
- Hmmm... Um minuto, vou ao banheiro.
- Ok. Ah!, use a última cabine...

- Voltei.
- Que bom. Banheiro estranho, né?
- Imagina. Normal pacas.
- Normal se tratando de banheiros que fogem do padrão de banheiros...
- E qual é o padrão de banheiros pra você, Helena?
- Em bar? Bom, tem que ter ao menos um masculino e ter ao menos um feminino. E portas! Com tranca!
- Verdade. Mas banheiros de bar pra serem bons não dependem apenas de como são...
- Concordo. Depende de quem usa os banheiros.
- É, se tem educação...
- E educação não vem em rolo de papel.
- Se viesse iria, pós descarga, encanamento abaixo.
- Não viaja, Lucas. Tem gente que vem aqui, enche a cara e perde a vergonha, o pudor e a capacidade de apertar um botão depois de mijar, cagar, gorfar... Se educação viesse em rolo de papel teria educação no chão, grudada no teto e na parede, educação boiando...Putz, foi mal, perdão.
- Pelo quê?
- Pelo meu palavreado.
- Ah...perdoada. Pudor e vergonha são mesmo palavras absurdamente desrespeitosas...
- Hehe.
- Você fuma?
- Fumo até demais.
- Bora?
- Bora.

- Afe, insuportável esse bando de gente. Vamos fumar ao lado do (nome do segurança).
- Não atrapalha a entrada?
- Não, pois como eu tu te questiona se atrapalha a entrada, portanto não iremos atrapalhar.

- E aê (nome do segurança). Lucas, (nome do segurança). (nome do segurança), Lucas.
- Beleza?
- Tranquilo.
- Tranquilo nada. Mó galera. Odeio o bar lotado.
- Tô ligado, mas quando cê vem bem-humorada o bar enche, cê contagia as pessoas.
- E quando ela tá mau-humorada?
- Cê corre!
- Baita exagero. Eu nem venho. Bora entrar, Lucas?
- Bora. Vou de novo ao banheiro.
- Ok.

- Quem é o cara, Helena?
- Sei lá. Mas é bacana.
- Que bom. Bom pra ele pois se fosse mané você...
- Lucas. Gosto de Lucas. Gosto de nomes com duas sílabas. Lucas, Lucas...
- Porra, cê curtiu mesmo o cara.
- Já volto.

- (nome do barman), me vê aquele Hi-Fi que só tu faz, babie.
- Tchá comigo.

- Hey, aqui!
- Hey!, ao menos não falou "psiu".
- Tu não é cachorro, Lucas.
- Não, mas cê sabe meu nome.
- Sei. Só isso eu sei, e tu também só sabe isso, meu nome.
- Que boba! Sei muito sobre você.
- Sabe nada.
- Sei que gosta de beber Campari, que mora perto e frequenta aqui pois se sente em casa. Você não curte o banheiro daqui nem pessoas sem educação. Sei que você fuma muito e finge ter mais vergonha de falar uma palavra feia do que fumar muito. Você é uma mulher contagiante... O que mais preciso saber?
- Não quer saber o que faço?
- Você quer que eu saiba?
- Sei lá, mostra interesse. E a minha idade, não importa?
- Pra você importa?
- O perguntar importa.
- Sei. Então me diz, cê tá com quantos anos?
- Tô com 29.
- Como vou saber se é verdade?
- Eu mostro o documento...
- Não importa se é verdade ou mentira, Helena. Mas me fala, o que cê faz?
- Posso mentir?
- Tanto faz.
- Como assim tanto faz?
- Assim: sou engenheiro químico, tenho 41 anos e moro na Lapa.
- Não te perguntei nada, Lucas.
- Sou corretor de imóveis, tenho 37 anos e moro em Pinheiros.
- Pára...
- Eu não faço nada, perdi a conta ao passar dos anos e sou de lugar algum. Agora me diz, quem sou eu?
- Tu é quem quiser ser. E eu, quem sou?
- Você é!
- Isso não me contenta.
- Ser não te basta?

 

19.2.13

Rock na Pompéia - CAIO DURAZZO




Caio Durazzo de volta ao bairro onde o rock brasilis nasceu!

0$ (ZERO CONTO) pra entrar. É BOTECO. É ROCK.

www.caiodurazzo.com


Sábado, 23 /02.
Por volta das 16 horas
No bar Nosso Alvará
Rua Cayowaá, 1301 (esquina com  Cajaíba)
 

15.2.13

O que não se vê.



(foto Laerte Castanha Junior)
E me daria o direito de iniciar um texto com então, pois de medos já muito falei!, parece ser tudo repetição, uma continuidade do nada resolvido, do nada inspirado, do nada batalhado: uma rotina de dores que não ardem e de alegrias que mal fazem cócegas, não causam alarde. Não é caso de incêndio, hoje ninguém se afogou, há água para os que quiserem beberem, calculadoras para algo se calcular: foi engavetamento a tragédia atual; foi paulada na traseira e paulada na traseira e paulada na traseira – são sentimentos amontoados – a alma toda congestionou. Como organismo sou máquina. E não deveria a máquina ter potenciais de repouso quase imperceptíveis? Estar sempre em ação? Mas dever parece obrigatório, chega a soar como imposto, e não recuso deveres mais não...

eu de fato não os reconheço. 

Transpiro impulso, sou reação...

3.2.13

Anseio.






Pane geral: eu em transe!, com a alma miserável, o espírito já em pânico, mas o corpo- pois há vida - no entanto é funcional (por enquanto).



(com Jenis Ayala e Sofia)

25.1.13

Pirulito que bate-bate.


(foto Luis Carlos Silva)


Eu sinto saudades de ti, Hutz!, ele disse e sei que são saudades de fato. Lembro de te ver rodar pelo bar e... E eu fazia cara de fácil? Não, essa não é tua cara, tu não tem cara de fácil... Pareço brava, autoritária, não? Mas sou um doce.

É, tu é.

Sou um doce pois chupo pirulito ao acordar...

...que um dia abri os olhos e me percebi zonza, bem zonza!, e o cara que dormia comigo não mais estava, então virei de lado e voltei a dormir. Mas dormi por minutos, a cama se mexeu- e eu zonza - acordei outra vez e vi o cara batendo uma deitado, e deitado me ordenou que lá embaixo eu chupasse!, até tentei, mas como zonza lembrei do pirulito que tinha na bolsa e por isso na cama me espichei. Encontrei o doce, virei de lado e esqueci o cara. Dormi com o pirulito na boca, já menos zonza.

Doce, não?


23.1.13

Menina.



Exijo dos outros o tempo e faço do tempo dos outros meu próprio fracasso!, então fácil os vendi, são hoje dos outros - meus limites forjados - e sem eles / pelos outros: atuo ser forçada e vazia (irreversível), forço ser moldada e vadia (irresistível).

Sou mulher limitada,
mulher tardia.

18.1.13

Tu Vuò Fa L'americano.

Andei uma quadra pois fui à padaria comer algo.
Havia 5 taxistas no ponto.
O moleque do caixa estava no facebook papeando com um dos funcionários.
O cara da chapa limpava o balcão. Sem boné.
O plástico da lixeira da rua mais próxima de casa era azul. Geralmente é preto.
Uma mulher passeava com o cachorro, daqueles pequenos e peludos.
Uma velhinha com um vira-lata.
Meu telefone tocou na esquina da Caiubí.
O dono do boteco não tava, então não pendurei o crivo.
Desliguei o telefone dentro do elevador no sétimo andar.

E vi mais um bando de coisa...

E o que pensei, senti...

Se guardar informação engordasse, ainda mais informação inútil, eu seria obesa.

Mórbida já sou...

foto Alberto Elias

15.1.13

livre (mas pontuada) associação.

computador - deletar - fatos - realidade - sentidos - angústia - graciliano ramos - vestibular - medo - pavor - alucinação - insetos - mata bem morto - zumbi - bruno bandido - amigo - solidão -privilégio - procrastinação - fracasso - ansiedade - benzo - vício - negação - bebida - campari - vermelho - sangue


SEDE DE SANGUE

sangue pois é vermelho.
vermelho é a cor do campari.
campari é o que tenho bebido (como bebida).
bebida pois nego beber muito.
negação pois nego ter algum vício.
vício pois às vezes penso em ser viciada em benzo.
benzo ajuda na ansiedade.
ansiedade pois ser um fracasso não é mó astral.
fracasso pois quando procrastino fracasso.
procrastinação porque penso que é privilégio poder procrastinar.
privilégio pois solidão é necessário.
solidão pois é a imagem que me surge quando lembro do bruno.
bruno bandido pois comentávamos sobre zumbis do walking dead;
zumbi porque se mata, já ta morto. se mata bem morto é porque não morreu.
mata bem morto pois é o slogan de um inseticida, que elimina insetos.
insetos pois muitas alucinações via artane são insetos.
alucinações pois tenho pavor de tê-las.
pavor pois não sinto mais medo, sinto pavor.
medo pois sempre pensei que nunca passaria em qualquer vestibular.
vestibular pois vidas secas (do graciliano ramos) é livro obrigatório
graciliano ramos pois angústia é um dos livros que mais me tocou.
angústia porque perceber o que há em volta, via os sentidos, me agustia.
sentidos porque são eles que determinam minha realidade.
realidade pois dizem ser fatos.
fatos ruins eu deleto.
deletar pois sabia que não tinha o que escrever no computador.



(foto Val Lima)

13.1.13

Fluxo de Energia

Um único organismo é sim capaz de mudar o ambiente onde vive. Posso concluir, então, que qualquer um de nós pode sim fazer a diferença. Nós como indivíduos da mesma espécie. Mas se um, e somente e qualquer um,  pode mudar o ambiente, então nada tem importância. Nem tua indiferença.

O ser humano só altera algo cagando no mato...


(foto by japa - dezembro 2012)

8.1.13

ao amigo que quando criança comeu toda a bosta da vaca amarela que cagou na panela.

Discurso hipotético do Gabriel Reyes numa festa de aniversário hipotética:


Bigu Responsa: Aê, bora brindar pro Gabriel!

Todos: Aê!!!

Edgar G Beltrann: Ahora un discurso! Discurso, discurso...

Gabriel: Hehe. Muito obrigado, muito obrigado!, haha. Primeiro quero dizer um "valeu mesmo" por cês terem vindo. Então, aê galera, valeu!, valeu por cês terem vindo. Obrigado mesmo. Cês tão ligados que hoje fiz 30 anos. Nossa, 30 anos! Cês me aturam há 30 anos, haha. Valeu mesmo, mas mesmo mesmo.

Bom, já que vocês pediram vou fazer um breve discurso...

Helena Hutz grita: discurso sucinto, Gabi. Sucinto!

Gabriel: Grande Helena. Amigona, sacam? Hoje até me deu um abraço e... enfim, vou falar rapidinho e... Nossa, tá bombando a festa, valeu de coração gente por cês terem vindo. Mesmo!

Há 30 anos meu pai, em primeiro de abril, quis dar uma zoada com minha mãe. Haha! E minha mãe também quis zoar meu pai. E 9 meses depois nasci... Hahahahahahaha! Sacaram? Tchô explicar melhor que é uma puta história e não sei quem conhece.

Miloca Barone fala baixo: Deus do céu...

Gabriel: Bom, meu irmão Pablo, aquele ali largado no sofá gente, nasceu dia 03/01. Irmão do meio, tão ligados? Hahaha. Deixa quieto. Dia 05/01 nasceu o Gustavo...wow, Fred Waspe, liga pra ele pra ele confirmar a história...ok, ok, depois mostro procês fotos dele, fotos do restaurante dele, fotos dele comigo...

Helena Hutz diz em voz alta: evolui, Gabriel!

Gabriel: Tá. E eu nasci dia 07/01. Sacaram? Haha. Meu pai dizia pra minha mãe que tinha colocado camisinha (primeiro de abril, hahaha) e ela falava que tava tomando pílula (dia da mentira, hahaha). Porque 9 meses depois de abril é janeiro, entenderam? Hahahahahahahahahaha!

Mas bem, nesses 30 anos muitas coisas rolaram. Tchô contar procês, rapidinho, prometo, algumas histórias.

Teve um dia, eu sei lá, tinha 16 anos, que acordei de boa e fui tomar banho. Cara, tava mó sol esse dia. Daí fui beber um café daqueles pra dar aquela acordada... mas galera, o café tava mó quente e naquele dia tava mó sol, então tomei outro banho. Mó banho bom. Então coloquei uma bermuda classe, uma regata e saí fora de casa. Gente, tava mó calor, mó sol aquele dia. Bom, e resolvi trombar os moleques lá na Monte Alegre. Os caras do prédio, sacam? Eu tinha 16 anos e os moleques todos eram mais velhos e... Caramba!, hoje fiz 30 anos. Gente: 30 anos!... Bem, trombei os caras e fomos pro escadão. Sei lá porquê fomos pra lá. Mas como disse tava mó sol aquele dia, então quando voltei pra casa tomei outro banho. Nossa, 3 banhos em 1 dia. Muito loko, né? Foi loko esse dia...

...é, mó vida loka! E eu hoje com 30 anos. E reunidos com vocês. Valeu mesmo, gente, Mesmo mesmo.

Enfim, pra acabar o discurso só vou contar uma última coisinha, mas pra contar tenho que explicar pra vocês como era o meu quarto quando eu tinha 22 anos, que assim cês entendem melhor, sacam? Era assim: eu tinha 22 anos e tinha meu quarto e o meu quarto era o típico quarto de um cara de 22 anos. Resumindo...

Guta Lopes pensa: obrigada Senhor!

Gabriel: Meu quarto era que nem é meu quarto hoje, só que eu tinha 22 anos, e não 30. Bom, daí teve um dia que eu tava no quarto e um truta ligou pra gente ir pruma balada. Fiquei mó afim. A gente queria beber, ver a mulherada, curtir, sacam? Mas era mó treta pra chegar na balada. A festa era longe pacas e a gente se perdeu, então fomos prum boteco pra tentar pensar no que fazer. Pedimos umas brejas e eu contei pros caras de uma vez que eu também tava indo numa balada longe pacas e me perdi e...Bom, como eu tava falando... Paramos no boteco e pedimos as brejas e meu!, bebemos as brejas e nem lembramos da festa. Mó treta. Disseram que foi foda a balada aquele dia e...

Rute Correa apaga a luz, ascende uma vela e puxa o coro: Parabéns pra você...

FIM

Te adoro, Gabi.
Felicidades e muita concisão nessa nova fase.

Beijo.

6.1.13

Ph ótimo.



Segui movida pela esperança, que como criança em milagres crê...


Por vezes escolhi atalhos, observei paisagens - não havia pressa.

Que nosso carinho é feito de acaso e

em um passo - vejam só não tropecei - o encontrei.

...

Sorrio hoje, portanto.

Mas agora sigo o caminho movida a quê?

Vou seguir por aquilo que a ele não se expressa...

vou conter a paixão:
por ele minha paixão não será mais dispersa.

(foto W.U)


30.12.12

CROSSING OVER.




Quando o que faço procês parece ser intenso demais, pra mim é intenso também!, mas em dias ou horas não me é mais intenso, não me diz mais nada. Não que eu supere, ou esqueça, apenas não me diz nada, nada me é mais intenso.

O que talvez deixem vocês chocados pra mim só é rotineiro.
É como levantar dia após dia e tomar uma xícara de café e
café não me diz nada, com café nada penso.

E me choco ao ver o que pra vocês é rotineiro:
uma xícara de café sem açúcar e forte: um café intenso!

...

Somos todos da mesma espécie mas
apenas indivíduos dessa espécie...

que a vida é feita de pura suruba gênica!,
a vida é genial.

 


30.4.12

top.


As três buscas mais bizarras e as mais corriqueiras que fazem no google -
e que o google encaminha pro meu blogue são:

 -porque bato punheta (porra, o cara não sabe?)

- cu duro (o que seria um cu duro?)

- olhos de cocainômano...

pois é.

Mas também helena hutz, helena rutz, helena huts, roots...

 (fotos linn jardim)

5.2.12

Largar mão.



(foto Pedro Hahn)

Ando com uma saudade tremenda de andar por aí de mãos dadas com você. Mas daí penso e não sei se de fato lembro da gente andar de mãos dadas por aí. O que lembro bem é de agarrar sua mão quando atravessávamos a rua. Porque o meu medo do mundo se aflorava ao seu lado, meu medo de mim ao seu lado fazia eu agarrar sua mão com uma voracidade feroz.

Que você não deixava eu entrar em boteco sozinha pra comprar cigarro. Você entrava no boteco comigo de mãos dadas e essa minha voracidade de te amar sumia, sumia...

E logo a gente largou mão.

............

Vou largar mão do blogue por um tempo,
irei agarrar os estudos com maestria.

2.2.12

Chegar em casa com a cara toda estourada é bom pra bater uma no desespero, pois de resto, serve pra nada. Cada vez me conformo mais com isso, com o serve pra nada. Tudo é do caralho mas de essência falha.

E concluo que sou pior do que as mulheres que não respeito,
mais vazia do que elas
mais vadia.

1.2.12

À francesa.


Vou sair à francesa dessa festa.

A despedida não passará de um desvio de olhar.

Uma busca tardia de uma respiração lenta.


Vou sair derrotada pelo cansaço.

Com as mãos no rosto e os pés destruídos de tanto caminhar.

Foi um passeio longo sem diversão alguma.


Vou sair ruminando os pensamentos nunca expressos.

Meu desespero inconsequente não mudará de direção.

Então me despeço, cruzando os dedos pra dessa vez não falhar.

30.1.12

Aos amigos.




Perdi a paciência.

Por isso não alimentem meu delírio...

Pois se eu tivesse a oportunidade eu também passaria
uma vida na punheta e andaria de mãos dadas com a decência.

26.1.12

Gol.

Gosto de andar no escuro. Por isso sempre bato o pé em algum lugar.

Daí grito: "ai, caralho"!

Também me assusto fácil, bem fácil.

Daí grito: "ai, que susto"!

Mas juro que só grito "gol" quando, de fato, é gol.

Nada mais irritante do que quem grita "gol" sem a bola ter entrado.

Daí sim grito: "ai, caralho, que susto"!

22.1.12

Pra nossa lábia.


E eu peguei um táxi pra chegar em casa. Não quero dormir. Comprei 4 latinhas, bolei unzinho e resolvi curtir uma brisa, curtir algo pra somar com essa sensação babaca. Me disseram que sou igual a você. Que eu seria você se eu fosse homem e que você seria eu se você fosse mulher. Ele não suportaria ser mulher, pensei. Porque por dentro é tudo muito foda, fingir o tempo todo pra si mesma contentação. Eu não suporto mais fingir que sou comedida. Gosto é de ultrapassar limites, sentir algum prazer absurdo num fim de noite que só me traz arrepios. A verdade é que não aguento mais. Fica sempre tudo assim, uns dias ok, outros a gente leva: e um que nos arranca a alma. É hoje que eu levanto as chuteiras prum amor que é tesão de referência, é tesão por quem eu acho que sou eu.

.

O Ricardo Carlaccio escreveu esse texto sobre/para mim - blogue uns anos atrás.

Muito mudou, mas o desespero por correr atrás de algo - nem que seja meu rabo - ainda se mantém.

...

"(...)Mas eu comecei esse post com outro propósito e o propósito era falar sobre o blog da Helena Hutz, sobre os textos que ela escreve por lá. A Helena tem uma gang de garotas e elas jogam bilhar toda sexta feira e ela sempre me pergunta sobre as pastilhas de nicotina e faz uma cara tripreocupada e depois ri e desencana e sai andando com o resto da gang pra mais uma partida de bilhar. O barato é que a Helena me lembra aquelas garotinhas que eram minhas brothers na infância e que jogavam bolinha de gude com a gente e faziam carrinhos de rolimã e eram curiosas e tinham a ansiedade de saber todas as coisas do mundo no mesmo instante. A menina é meio que o Neal Cassady de saia, saca. É polifônica e joga bilhar bem melhor do que eu jamais jogaria. E escreve como se tivesse num salão de sinuca disputando uma partida sem fim com o Malagueta o Perus e o Bacanaço. Ajeita as bolas na mesa e depois encaçapa na mó precisão. Eu saquei isso quando os textos tratam de nós, homens irrecuperáveis, eles falam sobre nós sem pieguisse de mulherzinha, pelo simples fato de ela estar no crime junto com a gente, pelo simples fato de ser uma cúmplice dos vagabundos irremediáveis. E é por isso que eu virei fã do blogue dela, e é por isso que eu estou chupando mais uma pastilha de nicotina só pra ter gás e escrever esse texto. Bala na agulha, guria. A mesa está posta, agora é só derrubar as bolas. Ainda que a noite, muitas vezes, seja a mó sinuca de bico."

16.1.12

5.

Eu me sentia em fuga há 5 anos.
"Continua que eu vou vomitar",
ele continuou e disse "pode vomitar".
Eu fechei em desespero os olhos há 5 anos.

Hoje meu sobrinho faz aniversário.

E há 5 anos me larguei na rua principal...

10.1.12

Sincronia.


Disseram que falo quando durmo.

Disseram que não sabem o que falo
quando durmo porque eles dormem também.

9.1.12

A cena é essa



(Com Diego Basanelli)

A gente pode sempre algo agregar,

mas nem sempre o

presente

de repente

alguém vai deletar.

6.1.12

Hoje.


(foto W.U)

Hoje fui ao inferno!

O incrível é que o diabo não estava lá.

Falta senti? Capaz!

O andar de baixo sem o demo é o que há!

3.1.12

Pra Cabexinha Parar II

Um ano atrás faleceu meu tio Nico. O tio Nico era o cara que se fantasiava de Papai Noel todo 24 de dezembro. Depois que os primos começaram a crescer minha avó colocava o saco vermelho na frente da porta e tocava a campainha. Todos gritavam "Helena, vai atender!". Eu era a caçulinha da família. Por volta dos 10 anos eu não aguentava mais aquela pressão de ser o centro das atenções e me escondi no banheiro quando bateram na porta. Nunca mais teve saco vermelho. Um ano atrás meu avô faleceu. Quando eu ia dormir após o natal com a minha mãe no sofá-cama do quarto da televisão ele sempre queria me ajudar a montar tudo. Eu dizia que ele era muito velho pra fazer força. Ele dizia que eu era muito nova pra ter força. Um ano atrás o Marião passou por tudo aquilo, e todo muito passou por tudo aquilo, e eu não refleti sobre nada. Eu dormi natal passado, eu não tinha força alguma.

Sábado ganhei um chocolate de um amigo gente boa do Edinho. Antes de eu ir dormir trombei o Paulo de Tharso e conversamos bastante. Mexi na bolsa por algum motivo e alguém viu o chocolate e eu disse "é pro fim da noite", daí o Paulo riu, falou da constante glicose e abriu o pacote. O chocolate caiu no chão que nem um cocozinho, todo esfarelado. Eu gritei: "ninguém viu, ninguém viu". O Paulo de Tharso deu risada.

Meu pai é médico e sempre disse que eu podia comer qualquer coisa que caísse no chão. Ele que me ensinou meu gostos bizarros. Saí com minha mãe e meu sobrinho minha irmã e meu cunhado pós eleição pra almoçarmos. Fui preparar meu prato e uma velhinha olhou pra ele e disse: "Gosto excêntrico, não"?

(E pode ser história antiga a gente, mas visualizar nada pro futuro é ruim demais - que você é constantemente presente).

(final de 2010)

2.1.12

... se fodeu!

O que é meu foi encontrado e
o que procurei se escondeu.

E quem sou já foi precário mas
quem fui não resguardei:
se perdeu.

Aonde vou não é sagrado e
onde estive não lembrei..

29.12.11

Toda vida.

Eu ainda na magia, no estalar os dedos!,

tu lá atrás, próximo à cortina...

... por que não mais me repudia?



(imagens Camila Moura - com Lasco e Fabio Brum - 2010)

"poema" do vídeo, CLIQUE AQUI.

21.12.11

Em si.




São eles que abstraem o caráter,
eles que exaltam egotismo...
serei arte:
fascínio.

Sou eu quem afasta o abismo,
eu quem exagera em parte...
já é tarde:

somos mártires,

ruínas.

20.12.11

Em tempo.



(foto Diego Basanelli - Com Mariana Chiarella)

De tempos sem tempos o
pino da mão me escapa e...

(trovão)

... peito ao contar à colega quais
terminadas são com "ona":

Bobinha!, chorona.

Parto, oxicodonizada...

Tadinha!, mimada.

De tempos sem tempos pairo
no espaço e me escapo...

sozinha,
em falta.

18.12.11

Ai.



(Foto Letícia Kruger - Com Paulo de Tharso no Nordeste)

Fiquei na vibe de pensar que tipo de mulher sou.

(...)

Não sei se sou aquela que fala de menos por não ter o que dizer ou se pra fazer charme pra alguém ou se é porque tá de bode, ou sei lá, nem tá.

Se sou aquela que fala demais porque acho do caralho o que tenho pra dizer ou se sei que falo bosta atrás de bosta ou se finjo que sei que falo bosta pra de novo fazer charme pra alguém, ou se é o caso de eu realmente não me importar com o que falo ou é porque sei que ninguém tá nem aí se falo ou não falo, se tô ou não tô.

Eu sou uma mulher que bebe mas que diz que não bebe e que tá tentando aprender que não tem porque dizer que não bebe e que continua dizendo que mal bebe, mas que bebe.

Sou aquela que pensa não ter muitas qualidades, daí do nada acha que tem várias, daí lembra que não, não tem, e se confunde e bebe e fala demais, depois fala de menos e bebe demais e acaba na noite fazendo charme pra alguém.

Acho que sou também uma mulher que ama um homem.

Uma mulher que não fica mal com o fato desse homem amar outra mulher só porque talvez ela mal fale, talvez nem beba, ou quem sabe porque ela fala coisas boas de serem ditas, beba coisas boas de serem bebidas, ou porque ela não se confunde com nada, não fala nada com nada, nem pensa em nada. E eu aqui falando dela e ela lá sem saber que penso nela mais do que eu gostaria, que amo o homem dela mais do eu deveria.

(texto de 2009, acho)

13.12.11

Love is a curious thing.

(Ayala)

Era mais um terceiro domingo de maio. Com uma blusa de veludo vermelha, um sapato de pano vermelho e uma calça jeans qualquer sentei na sala e pensei "muito liso", meu cabelo estava muito liso. E o liso me incomodava. A vida me assombrava. Sabe?, pode ter sido a fita presa em minha franja, que assim me aproximei daquele que boa companhia fazia quando eu apertava meu botão Nancy de ser: pois naquele dia eu estava caída no real, com os bolsos vazios!, estava lisa, eu só me debatia, me parecia difícil viver e muito fácil amar e saltar e morrer. Foi um táxi, não sei. Naquele bar me apresentaram a você e consegui suspirar, "vodka" eu disse e seu soluço foi maior, vodka me trouxe e fez alguma garota o gloss me emprestar. E vários saltos nos separaram do acaso. A fome surgiu pós bebedeira!, destino hamburguer com um mané qualquer. Olhei de soslaio e te vi entrar, não me aguentei e quis te abraçar. Sua mirada era de quem não me conhecia, mas o meu andar te fez lembrar da nossa noite e suas companhias, da minha panaca rebeldia!, o meu andar fez contigo um par. E mais alguns saltos do acaso. Quando me vejo estou ao seu lado, destino Paraná e eu aberta a seu parceiro, de prontidão pro meu me humilhar. Ganho de presente meu melhor apelido, alguns quilômetros rodados, um homem roubado, mas que importa?, te fiz de amigo. Os saltos agora foram pensados. Foi você de canto esperando minha mãe chegar. Você de cara amarrada no bilhar, mais que puto da vida por eu ser assim tão sofrida!, um beijo e nós novamente a andar. Outro salto sem pressa e a gente na praia, você gargalhando por ter me feito nadar!, e eu me afogando e rindo por seu casaco eu estar vestindo, tudo na noite sem pistas de algum luar. De esposa "Maria Helena" fui neta, de espírito de porco foi puro, é puro!, mas tenho certeza que no trecho mais escuro estará você me girando até eu quase gorfar, me xingando de esperta por perder a tipóia no bar e sempre com um sorriso na alma toda vez que do 103 eu voltar.

.....



(Ayala, Eu e Basa)

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(Basa)

Pra ti serei clara: aprendiz por data, mas homem feito e inteiro por tombo, risadas, trapaças!, que sua graça se ninguém traça lá tô eu no tombo, na risada, sem trapaças por nossas desgraças que a gente traga e com calma sem mais tombos, só risada e um basta.

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Felicidades e muito obrigada.
Quero começar um poema
com a palavra querubim.
Para, tipo assim, nunca mais
eu rimar mim com gim.

12.12.11

BASAYALA 2011





Nossa tradicional festa jam de fim de ano que enterra 2011 e comemora os aniversários de Vespasiano Ayala, Diego Basanelli, Grima Grimaldi e do inigualável Paulo de Tharso.

Sábado, dia 17/12, na Coletivo Galeria: Rua dos Pinheiros, 493. A partir das 22h.

Este ano jam com:
...
Stoned, Alice Não Dorme, Paulo de Tharso, Mário Bortolotto, Baby La Barba, Flávio Vajman, Fernanda D´Umbra, Fábio Pagotto, Rick Vecchione, Ciro Pessoa, Sérgio Serra, Robério Santana, The Bluerockers, Sidão Harper, dentre outros!

Apoio: Loja Guitar Place, El Kabong.

10.12.11

Próximo ator.


- solicite o medicamento após o bipe -

a filtragem congestionou,
a minha luta acelerou

- fortifique-se com tentação após o bipe -

a atuação nunca colou,
sua fúria me reinventou

- encaminhe a paralisia após o bipe -



Minha fuga não permite dor...

7.12.11

What a drag it is getting old.

Saudade assim
meio panaca!,
que empaca.

6.12.11

Parcelado.


Elas amam outras pessoas e se entregam a outras pessoas e se envolvem assim:

vupt!

Eu sigo perdendo hora, marcando tempo...

.........


Não paguei pelo seu terceiro coração mas
não, não fui ladrão:

você fingiu esquecer de marcar
na comanda minha compra toda.

Levei apenas dois corações mas
não, fui muito são:

você fugiu ao saber que
questionei o preço...

- o teu valor disfarço -

à venda
1/3.

Reforma da Igreja

Nunca me esquecerei daquele primeiro de abril quando, ao sentar para tomar meu café da manhã, abro o jornal e me dou com uma notícia muito interessante. Ainda me lembro de sua manchete e palavras: "Pecados Capitais, é possível mudar?... bispo Ghor D. Ura, da associação dos padres gordos (Gordos em Cristo), propõe ao Papa a exclusão da gula dos 7 pecados... 6 já são suficientes, afirma padre Obo L. La".

Sou absolutamente contra essa reforma. Para mim a gula é um pecado muito grave tanto quanta a avareza ou a luxúria. Que história absurda ficar mudando coisas que já existem há tanto tempo. O que seria do badalado filme "Seven" se o bandido não tivesse matado tão fantasticamente aquele pobre gordão?

A gula realmente é um grande pecado! Fiquei tão revoltada com aquela reportagem que isso perturbou meu apetite, sendo assim comi apenas quatro ovos mexidos, duas tigelas com os crocantes Cornflakes e quatro pãezinhos com geléia.

("crônica" escrita em 1997 - 13 anos - para algum trabalho de escola: para meu grande amigo Renatão)

Cento e Três



(Roda de Rock - Fevereiro/2011)
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RODEADA POR UM HALO BRANCO, SINTO-ME COMO NUM CASULO. O SILENCIO ME OPRIME, TENTO ARTIFICIALMENTE SUPLANTA-LO. LIGO RADIO, TV. NOTE BOOK, NADA ADIANTA.

É UMA LUTA COM FANTASMAS E AGULHAS. PINGOS QUE CAEM, PILULAS, DRAGEAS. ESSAS SAO O ARSENAL DELES, MAS O PRINCIPAL ARSENAL ESTA EM MIM MESMA. MAS , QUERO USA-LO? VOU UTILIZA-LO ?

NAO SEI SE CONSIGO. A SOLIDAO DOI, UNS VEM OUTROS VAO.

É UMA ALEGRIA EFEMERA, DEPOIS ACABO FICANDO COMIGO MESMA.

AO GIRAR OS OLHOS VEJO QUE HA UMA JANELA, AO LONGE, BEM AO LONGE VE-SE UMA NESGA DE UMA ARVORE, MAS NAO SEI SE QUERO SAIR DA MINHA PRISAO PRA IR LA. AFINAL, BEM OU MAL AQUI ME SINTO MAIS PROTEGIDA, DE MIM MESMA. POIS MEU PIOR INIMIGO NAO SAO OS ANJOS AMEAÇADORES QUE ME RODEIAM, MAS EU MESMA, EU LUTO POR MIM E CONTRA MIM, ISSO ME CANSA. SINTO-ME EXAUSTA.

ISTO VAI TERMINAR ? QUANDO ? COMO ?

E, PIOR, SINTO QUE NINGUEM, NENHUM ORACULO VAI ME REVELAR O DESFECHO.

SINTO, QUE SÓ O FUTURO IRA ME CONTAR O FUTURO.

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(texto de Vespasiano Ayala - 103 se refere ao número do quarto do hospital onde fui internada)